A minha jornada ainda pode ser considerada que está no início, mas tenho convicção que não sei muita coisa, que tenho muito a aprender. O aprendizado e a mudança farão parte desta minha caminhada em busca de conhecimento, sabedoria, conquistas e resultados. Uma vida com significado é parte de minha busca. No meu post “O treino nosso de cada dia“, escrevi a seguinte passagem, que resolvi trazer novamente para a reflexão:
“…Lutem e lute novamente, até cordeiros virarem leões“. Naquela época, onde as fronteiras do mundo estavam sendo desenhadas e a idade média do ser humano era em torno de 40 anos, lutar em guerras era algo normal e esperado de um homem (até mesmo crianças com mais de 10 anos). Estas pessoas representavam povoados, com seus brasões, ritos, mitos, culturas, línguas. Estes homens lutavam por suas famílias, pois se perdessem sabiam o que suas mulheres e crianças iriam sofrer. Eles brigavam por justiça e por liberdade. Eles tinham uma causa, que valia mais do que a própria vida. Eles tinham um nome a honrar e a perpetuar.
Em muitos trechos da história mundial, de “Alexandre o Grande”, passando por “Coração de Leão” e indo além, notamos que o rei participava da linha de frente das batalhas. Ele discursava aos seus soldados e dando um exemplo corria ao combate com seu cavalo. “Vida longa ao rei“, gritavam seus súditos em direção a morte anunciada. Tinham realmente uma CAUSA E UM EXEMPLO A SEGUIR.
E retomo a este tema pois fui provocado por um exercício que nós tínhamos que imaginar nosso próprio velório e funeral. Parece macabro, mas se você se entregar ao exercício talvez consiga alguns insights de iluminação. Fique deitado. Apague as luzes. Coloque uma música instrumental muito clássica em volume baixo e reflita. O que as pessoas diriam no seu funeral? O que cochichariam? O que pensariam? O que fariam após o velório? Quem iria? Quem realmente sentiria a sua falta? Questões deste tipo fazem
parte do exercício e nos obrigam a refletir sobre os valores que pregamos em vida. Tudo o que nos somos hoje será a base de nossa memória quando não estivermos mais aqui, de nossa essência, do que ficará nas lembranças das pessoas que nos tocamos ao longo de nossos anos de vida. Mas qual a mensagem final? O que estará gravado em sua lápide? Qual a frase? O que dirá sua esposa (marido)? Seus filhos(as)? Seus irmãos(ãs)? Por qual causa você lutou bravamente por toda a sua vida a ponto de ser eternamente lembrado? Faça algo notável e alcançará a imortalidade, dizia já um slogan de um comercial de Johnnie Walker.
parte do exercício e nos obrigam a refletir sobre os valores que pregamos em vida. Tudo o que nos somos hoje será a base de nossa memória quando não estivermos mais aqui, de nossa essência, do que ficará nas lembranças das pessoas que nos tocamos ao longo de nossos anos de vida. Mas qual a mensagem final? O que estará gravado em sua lápide? Qual a frase? O que dirá sua esposa (marido)? Seus filhos(as)? Seus irmãos(ãs)? Por qual causa você lutou bravamente por toda a sua vida a ponto de ser eternamente lembrado? Faça algo notável e alcançará a imortalidade, dizia já um slogan de um comercial de Johnnie Walker.
Não sei por qual razão, mas este tipo de questionamento me persegue e me atormenta todo o dia. Ao acordar é nisso que penso. Qual a mensagem a perseguir? Qual a causa? Respondo para mim como uma forma de energização e vou a campo. No dia seguinte, ao acordar, novamente perguntas e respostas. As mesmas. Acho que isso reforça algo em mim. Mas também me inquieta a ponto de escrever sobre isso.
A Martha Medeiros, em sua excelente coluna semanal do Caderno Donna de ZH, no dia 04 de Setembro de 2011, disse “…e esquecemos, principalmente, de quem somos. Dos nossos ideiais, das nossas vontades, dos nossos sonhos, das nossas crenças, tudo em prol de uma adaptação ao meio, de uma preguiça em desfazer o combinado e buscar uma saída alternativa, de uma covardia que gruda na alma e congela os movimentos. Esquecer de nós mesmos é assinar um contrato com a resignação”. Então, o ponto que quero marcar neste instante, é que deveríamos ter bem claro para nós quem somos. Aproveitar cada segundo desta vida desfrutando deste ser que queremos construir a cada minuto. Buscar em nossos ideais aqueles pontos que serão os marcos de nossa história. O que hoje estamos fazendo, hoje está sendo escrito neste livro em branco que é a nossa vida. E um dia pessoas pegarão este livro e irão ler. E ao final irão comentar e recomendar, ou simplesmente dizer que não vale a pena ler este livro e desencorajar as demais pessoas a lhe conhecerem. Assim será e assim é hoje. Você tem a caneta e o papel na mão, escreva a sua história de forma notável. Busque da vida o que dela desejar. E na caminhada, veja quantos sonhos e pessoas você consegue ajudar. Faça disso uma experiência a ser desenvolvida.
Sei que a busca por algo na vida, uma mudança para melhor, requer muito esforço, persistência e foco. Então eu perguntei a 4 colegas meu de curso, como eles se mantinham firmes em um propósito, após uma mudança em algo em sua vida. Sei que a busca de objetivos notáveis podem fazer com que sejamos imortais (eternamente lembrados), como já dito. Então, nada melhor do que um conjunto de 4 experiências distintas de vidas para me ajudar. Suas respostas foram diversas, dentro do contexto de vida de cada um, mas algumas coisas tinham em comum. E acho que estas coisas que podem ajudar uma pessoa na busca de sua essência. Pelo menos em ficar no caminho.
- Ter um objetivo bem claro: Entender que nenhuma jornada inicia sem que se saiba o ponto final, o destino. Sabemos que também não será uma caminhada em linha reta, por mais que tenhamos planejado. Pelo menos não se inicia assim as jornadas da vida. Pelo menos um esboço do que você quer ser é desejável que se faça e se mantenha vívido em nossa mente, pois o tempo que passa é como o leite derramado, não tem volta.
- Ter um elemento motivador: Seja desejar emagrecer de forma definitiva ou brigar para manter a sua família e filhas em épocas difíceis, é interessante este recurso. Transforme algo que você deseja muito ou algo pelo qual você se importa muito em um elemento motivador, a ponto de fazer com que você levante da cama todo o dia e faça o que deva ser feito.
- Entender a dor envolvida e fazer com que ela fique viva: Saber o quanto você vai sofrer, se frustrar, em não alcançar o objetivo ou em ficar onde está é uma importante questão a ser explorada. A resposta a este questionamento faz com que tenhamos mais motivação em continuar na caminhada e na busca de nossos objetivos.
- Conhecer nossas crenças limitantes e nossos medos: Para ser uma pessoa integra, feliz e capaz de caminhar pelo mundo de cabeça erguida, temos que nos conhecer. Um conhecimento profundo sobre nossas crenças limitantes, o que nos faz agir desta ou daquela forma, bem como de nossos medos. Saibam que um medo bem explorado pode ser uma fonte grande de poder. Então, o melhor que nós podemos fazer, é entender estes medos e tentar resolvê-los.
- Identificar os sabotadores pessoais: Existem muitas coisas nesta vida que podem ser considerados sabotadores pessoais. São aquelas pequenas ou grandes tentações que nos forçam a não caminhar em direção aos nossos objetivos. Ter noção destes sabotadores é o primeiro passo para controlá-los.
- Acreditar em si mesmo: Parece até uma coisa fácil, mas quantas coisas deixam de ser feitas por não acreditarmos em nós mesmos. Confie em você e mantenha a fé na sua capacidade de vencer os obstáculos que irão surgir. Mas lembre-se de treinar e se preparar, pois só fé talvez não seja suficiente.
- Dar o primeiro passo: Sair da zona de conforto, sem a certeza dos resultados, é uma atitude que desorienta, dá medo e desarticula nossos pensamentos. Gera dor e confusão. Mas isso é necessário. Depois do primeiro passo, o melhor é dar o segundo logo.
- Entrega sem ressalvas: Uma entrega em uma direção que não nos permite voltar mais atrás. Uma decisão tomada, um passo em frente e o enfrentamento de todas as consequências. Andar ao encontro de nossos objetivos sem ter como voltar, muitas vezes nos permite enfrentar obstáculos maiores e os vencer. Quando temos como voltar, muitas vezes no menor obstáculo desistimos e voltamos para a nossa área de conhecimento e atuação conhecido.
Pessoal, estas são dicas fáceis de reflexão e que todos podem cultivar. Por fim, tenham certeza de que vocês já são a ausência que serão. Ou em outras palavras, se você quer ser uma pessoa diferente, lembrada por outras razões, com outras características e realizações, pela família, amigos, parceiros e sociedade como um todo, comece agora. No fim, mesmo que ninguém vá no seu enterro, você pelo menos sabe que fez o máximo que conseguiu de sua vida. Depois do primeiro passo, dê logo o segundo.




